Artur Agostinho publicou cerca de dez livros, entre eles, "Ficheiros Indiscretos" e os romances "Abutres", "Ninguém Morre Duas Vezes" e "Bela, Riquíssima e, além disso, Viúva".
Como jornalista, colaborou nos jornais A Bola, O País, Tribuna, Norte Desportivo, Mundo Português e Record, de que foi diretor entre 1963 e 1974, ano em que partiu para o Brasil onde permaneceu durante seis anos.
Neste país colaborou com a Rádio Globo, fundou o jornal Portugal Esportivo e escreveu dois livros, entre eles, "Português sem Portugal" (1977).
Regressado a Portugal, retomou a atividade como apresentador de programas televisivos e também ator, atividade em que se estreara em 1946 sob a direção de Alejandro Perla, no filme "Cais do Sodré" e em que contracenou com Ana María Campoy, Barreto Poeira e Virgílio Teixeira.
O radialista era já uma figura assídua dos ecrãs desde o começo da televisão em 1957, quer como comentador quer como apresentador de concursos, nomeadamente "Nove Fora Nove".
Ao longo da vida participou em cerca de uma dezena de longas-metragens, com Laura Alves, Amália Rodrigues, Milú, António Silva, entre outros. “Perfeito Coração" (2009), realizado por Patrícia Sequeira, foi o último filme em que participou ao lado de Sandra Barata Belo e Ricardo Pereira, entre outros.
O locutor, nascido em Lisboa a 25 de dezembro de 1920, teve várias participações como ator em séries televisivas, nomeadamente "Ana e os Sete" e "Casa da Saudade".
Condecorado pelo Presidente da República
O Presidente da República condecorou-o em dezembro passado com a comenda da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Na ocasião o antigo locutor da Emissora Nacional afirmou que este era "o dia mais feliz da sua vida".
Ao ser condecorado, Artur Agostinho afirmou sentir-se um "privilegiado" por fazer o que gostava e pertencer a "uma grande família" constituída por elementos da comunicação social mas também dos "rapazes do futebol" do seu tempo, atores e cantores.
Na cerimónia, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, destacou a "extraordinária carreira" de Artur Agostinho, "uma pessoa da casa de milhões e milhões de portugueses, conhecido por avós, por pais e por netos" e "um comunicador nato".
"Um verdadeiro profissional, um homem que sabia fazer aquilo que os portugueses queriam de facto que ele fizesse", acrescentou, salientando ainda o facto de Artur Agostinho não guardar rancores, nem se "armar em vedeta".
No ano passado recebeu o Globo de Ouro SIC/Caras de Mérito e Excelência.
Os últimos anos
Ultimamente era colunista do Record, que o escolheu como patrono de um prémio destinado a distinguir o desportista do ano, e que é atribuído desde 2005.
No início de março, Artur Agostinho apresentou um novo livro, "Flash-back -- Uma história da vida real", editado pela Ésquilo.